Eleição indireta é única opção se chapa Dilma-Temer for cassada, diz Gilmar

Abdicar da eleição indireta para presidente, caso a chapa Dilma-Temer seja cassada no julgamento que começa amanhã no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não é uma opção, disse nesta segunda-feira (3) o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

Mendes, que preside a corte eleitoral, rebatia uma ideia ventilada mais cedo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP): a de que isso geraria "mais confusão" no Brasil, um país "há muito tempo de pernas pro ar, mas [que] começa a assentar um pouco".

Questionado pela Folha sobre a fala do tucano, o ministro primeiro rebateu: "Pergunta para ele". Depois disse: "Não tem outra alternativa a não ser cumprir a Constituição".

O PSDB capitaneou o processo contra a chapa que uniu Dilma Rousseff e Michel Temer. Recuou, contudo, ao isentar Temer de irresponsabilidades cometidas ao longo da campanha.

O peemedebista, que abriga quatro tucanos em sua Esplanada, defende que recaia sobre a ex-aliada petista as supostas irregularidades da parceria PT-PMDB na eleição.

Em entrevista à agência "Reuters" no mês passado, Mendes levantou a hipótese de que Temer continue no Planalto ainda que tenha seu mandato cassado.

Caso mantenha seus direitos políticos intactos, ele poderia ser escolhido por parlamentares na eleição indireta.

A tese de Mendes: o vice (Temer, no caso) "participa da campanha, mas quem sustenta a chapa é o presidente, o cabeça de chapa".

Se os ministros decidirem que houve de fato abuso de poder econômico, a chapa seria cassada, mas Temer poderia manter sua elegibilidade.

Em entrevista coletiva à imprensa, Mendes não quis dar mais detalhes de seu voto no julgamento. "Prognóstico, só depois do jogo", afirmou.
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