Declarações do Dep. Aluísio Mendes comprometem a Polícia Federal

FONTE: BLOG DOMINGOS COSTA
Em duas ocasiões públicas, parlamentar usou o nome da PF para intimidar e denegrir adversários, além de insinuar privilégios dentro da instituição.

A primeira afirmação do parlamentar ocorreu no ano passado, mais precisamente no dia 03 de setembro, durante discurso em um comício no município de São Bento, situado na Baixada Maranhense.Pelo menos duas declarações públicas feitas pelo deputado federal Aluísio Mendes (PTN), comprometem grandemente uma das instituições de maior credibilidade dos brasileiros: a Polícia Federal.
Na ocasião, o deputado que é agente aposentado da Polícia Federal ao defender o nome do então prefeito Carrinho (PSDB) e do vice Isaac Filho (PTN), que concorriam à reeleição, arrotou que caso o candidato adversário (Luizinho Barros, do PCdoB) vencesse a eleição [o que foi concretizado] iria despachar da penitenciária de Pedrinhas.
“Eu conversei com meus colegas da Policia Federal, e o nosso adversário, é o segundo ex-prefeito, que mais responde processos no Brasil, é esse o candidato que quer voltar para ser prefeito de São Bento, aqui não! Porque se isso viesse acontecer, mas eu sei que não vai acontecer, Todo dia nós teríamos uma frota da Polícia Federal na porta da Prefeitura, porque já teve aqui outro dia e levou ele lá pra Pedrinhas”, disse Mendes, conforme publicação do jornalista Diego Emir (LEMBRE).
Detalhe: O prefeito eleito está no quarto mês de mandato e despacha tranquilamente de seu Gabinete…
– ZÉ DOCA
A segunda declaração de Aluísio aconteceu na última terça-feira, dia 25, durante entrevista a uma rádio de São Luís. Em decorrência de uma rixa política com o deputado estadual Josemar (PR) envolvendo disputa eleitoral na cidade de Zé Doca, Aluísio voltou “encher a boca” com palavras de usufruto em relação a Polícia Federal.
“(…) Tenho pessoas, temos colegas, sou da Policia Federal, pessoas que eu trouxe pro meu gabinete para ajudar no meu projeto político, na minha atuação parlamentar. Vou colocar essas pessoas agora, especializadas em investigação policial para investigar todas essas empresas que atuam naquela região onde o Deputado Josimar tem sua base”, disparou Aluísio, (REVEJA) matéria completa sobre o caso.
– POLITICAGEM COM O NOME DA PF
Afinal, Aluísio manda na PF, como diz???
As citações do deputado nos dois exemplos acima, podem ser [ou não] um mero discurso jogado para platéia, estratégico no sentido de intimidar os adversários, ganhar aplausos dos aliados e atrair votos – vez que as declarações são rotuladas de expectativas-. No entanto, Aluísio que já foi da Polícia Federal, deveria saber que a instituição tem papel e atuação isenta.
De forma que usar o nome da corporação e arrotar proximidade excessiva com o órgão em seus atos politiqueiros com mero intuito particular, deixa a própria Federal de certo modo em situação desconfortável.
A influência de qualquer político com a PF não pode ultrapassar o campo institucional, mesmo que este seja um ex-integrante do quadro da instituição, como é o caso do deputado federal.
 – UM POUCO SOBRE ALUÍSIO GUIMARÃES MENDES FILHO
Aluísio foi secretário de Segurança do Estado no governo Roseana Sarney, mas antes, foi segurança do senador José Sarney (PMDB-AP). Ele é ligado aos Sarney’s desde a década de 90.
Mendes ele fez a segurança pessoal de Sarney até 3 de setembro de 2009, quando sua lealdade foi recompensada e acabou alçado ao cargo de subsecretário de Inteligência do Maranhão. Comandou a arapongagem em todo o Estado.
O posto lhe deu o comando do sistema “Guardião” do Estado, capaz de grampear 300 celulares e 48 linhas fixas simultaneamente. Um ano antes, um grampo havia colocado Aluísio na mira de um inquérito da Polícia Federal. Ele teve conversas telefônicas interceptadas e foi alvo de um pedido de prisão preventiva no âmbito da Operação Faktor (ex-Operação Boi Barrica), negado pela Justiça.“Como o Aluísio era da comunidade de informações da Polícia Federal, ele alertou o Fernando [Sarney] sobre vários procedimentos, inclusive no caso da Operação Boi Barrica”, disse o deputado federal Domingos Dutra (SDD-MA), à época.
Durante as investigações, apesar do pedido de prisão de Mendes – acusado de violação de sigilo funcional – um dos juízes recusou colocá-lo atrás das grades. Mendes foi acusado de vazar informações em benefício do empresário Fernando Sarney, irmão de Roseana, e alvo central da investigação. Em gravações autorizadas pela Justiça, a PF descobriu uma conversa em que ele alerta a Fernando Sarney que um dos motoristas dele estava sendo seguido pela polícia. (lembre do diálogo AQUI e AQUI).
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