Governo do Maranhão realiza cirurgia inédita no Hospital de Câncer para tratar síndrome rara

Secretaria de Estado da Saúde

Um procedimento inédito foi realizado na quinta-feira (13) no Hospital de Câncer do Maranhão. Investimentos do poder público estadual permitiram a execução de uma cirurgia para tratar da acromegalia, uma síndrome rara causada pelo desenvolvimento de um tumor benigno na hipófise, chamado de adenoma. O procedimento, realizado de forma inovadora e mais eficaz, faz da rede pública estadual pioneira na oferta desse serviço. A proposta do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é beneficiar mais cidadãos maranhenses que necessitem do procedimento.

A acromegalia é caracterizada pelo surgimento de um tumor na hipófise, glândula localizada na parte inferior do cérebro que produz diversos hormônios, entre eles o do crescimento. Com a acromegalia, a hipófise libera hormônio do crescimento em excesso. Além de alterações em partes do corpo como crânio, rosto, lábios, articulação da mandíbula, dentes, mãos e pés, o problema pode levar a complicações cardiovasculares, respiratórias e metabólicas.

Antigamente, se operava esse tipo de tumor com cirurgia aberta o que podia ocasionar lesão no nervo óptico. Com a tecnologia, começaram a realizar o procedimento pelo nariz com o microscópio, mas com limitação no campo de visão, o que gerava dificuldade para retirada completa do tumor. A cirurgia foi realizada no Hospital de Câncer do Maranhão por meio de endoscopia, com o auxílio de um otorrinolaringologista.

O neurocirurgião Tiago Teixeira Silva explica as vantagens de realizar o procedimento dessa forma. “Assim, temos um campo de visão muito maior e, vendo melhor as estruturas, conseguimos retirar o tumor todo com muito mais segurança e menor risco de lesão de estruturas como a artéria carótida, que geralmente passa ao lado do tumor. Mesmo na rede privada, o procedimento geralmente é realizado com o microscópio", conta.

O médico acrescentou que o Hospital de Câncer do Maranhão possui uma equipe especializada e treinada para realizar esse tipo de operação. “Por ser uma síndrome rara, fomos capacitados em outro estado e estamos aptos a executar o procedimento dessa forma, mais eficaz e mais segura para o paciente. Nossa proposta é continuar realizando esse tipo de cirurgia, reduzindo os agravos causados pela síndrome na vida dos pacientes”, disse o neurocirurgião.
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