MEIRELLES FRACASSA E ADMITE ROMBO FISCAL MAIOR

REUTERS/Ueslei Marcelino
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, praticamente admitiu o fracasso de sua política econômica, ao dizer, pela primeira vez, que a meta fiscal de 2017 poderá ser alterada; "Em relação à questão da meta fiscal, estamos analisando o assunto. No momento, a meta anunciada será seguida. Mas, de novo, estamos monitorando todos os fatores da economia, a evolução da arrecadação", afirmou; embora tenha sido autorizado pelo Congresso a produzir um rombo de R$ 139 bilhões, Meirelles já acumula um déficit de quase R$ 170 bilhões em um ano; o motivo é a depressão produzida pelo governo Temer, que matou a arrecadação federal, numa política fiscal muito pior do que a da presidente legítima Dilma Rousseff
 O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, praticamente admitiu o fracasso de sua política econômica, ao dizer, pela primeira vez, que a meta fiscal de 2017 poderá ser alterada.
"Em relação à questão da meta fiscal, estamos analisando o assunto. No momento, a meta anunciada será seguida. Mas, de novo, estamos monitorando todos os fatores da economia, a evolução da arrecadação", afirmou.
Embora tenha sido autorizado pelo Congresso a produzir um rombo de R$ 139 bilhões, Meirelles já acumula um déficit de quase R$ 170 bilhões em um ano.
O motivo é a depressão econômica produzida pelo governo Temer, que matou a arrecadação federal, numa política fiscal muito pior do que a da presidente legítima Dilma Rousseff.
Leia, abaixo, trecho do artigo O ajuste fiscal que nunca existiu:
Em seu primeiro mandato, a presidente Dilma Rousseff produziu fartos superávits fiscais, com 2,94% do PIB em 2011, 2,18% em 2012 e 1,72% em 2013. Apenas em 2014, com a retração da economia global e em especial dos preços do petróleo, houve um déficit de R$ 17,2 bilhões, equivalente a 0,57% do PIB.
Em 2015, ciente da nova realidade fiscal, Dilma substituiu Guido Mantega por Joaquim Levy e estava disposta a zerar esse pequeno rombo, com um ajuste ortodoxo que previa a volta da CPMF e também uma pequena reforma da Previdência.
O que aconteceu depois disso, no entanto, já é história. PMDB e PSDB, nas figuras de Eduardo Cunha e Aécio Neves, se aliaram para sabotar todas as iniciativas do governo federal, promovendo a política do "quanto pior, melhor" com suas pautas-bomba. Resultado: não houve ajuste e o Brasil fechou 2015 – ano em que Dilma, na prática, não governou – com um déficit de R$ 115 bilhões.
Veio 2016 e as contas públicas pioraram ainda mais. Embora o discurso da coalizão que promoveu o impeachment sem crime de responsabilidade fosse o da seriedade fiscal, o rombo foi de R$ 154 bilhões, dentro de uma meta generosa de déficit de R$ 179 bilhões que Michel Temer aprovou junto a sua base fisiológica. Curiosamente, enquanto falava em ajuste, Temer concedia aumentos a castas do funcionalismo, para saltar da interinidade à efetividade presidencial.
Agora, em 2017, o Brasil passou a operar com déficits mensais na casa dos R$ 20 bilhões – mais do que Dilma fez em todo o ano de 2014, provocando tanta histeria. Os rombos de Temer foram fruto não apenas da inexistência de qualquer ajuste fiscal, mas sobretudo porque a gestão de Henrique Meirelles, incapaz de ligar os motores do crescimento, aprofundou a depressão econômica – em dois anos, as receitas federais caíram cerca de 10%, com a paralisação total da atividade econômica


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