ESCÂNDALO: ROSEANA SARNEY É ACUSADA DE RECEBER R$ 900 MIL DE PROPINA
Depois de tantas revelações sobre
engenharias corruptas complexas de sobrepreços, aditivos, aceleração de obras e
manobras cambiais engenhosas, a Operação Lava-Jato produziu agora uma história
simples e de fácil entendimento. Ela se refere ao que ocorre na etapa final do
esquema de corrupção, quando dinheiro vivo é entregue em domicílio aos
participantes.
Durante quase uma década, Rafael
Ângulo Lopez, esse senhor de cabelos grisalhos e aparência frágil da fotografia
abaixo, executou esse trabalho. Ele era o distribuidor da propina que a
quadrilha desviou dos cofres da Petrobras. Era o responsável pelo atendimento
das demandas financeiras de clientes especiais, como deputados, senadores,
governadores e ministros.
Braço-direito do doleiro Alberto
Youssef, o caixa da organização, Rafael era “o homem das boas notícias”. Ele
passou os últimos anos cruzando o país de Norte a Sul em vôos comerciais com
fortunas em cédulas amarradas ao próprio corpo sem nunca ter sido apanhado. Em
cada cidade, um ou mais destinatários desse Papai Noel da corrupção o
aguardavam ansiosamente.





