‘Lobão tinha 50% desse fundo’ , diz exdirigente
O senhor participou de reunião com Lobão no ministério?
A troco de que teve essa reunião? Apenas para eu escutar dele a
estratégia da Petrobrás para o mercado do álcool? Nunca houve interesse
da Petrobrás nem deram sequência a isso. Provavelmente era para mostrar
relação com o ministro. Afinal, minha empresa estava investindo R$ 8
milhões na Diamond. O que era a “Terra Santa” mencionada em conversas de
Marcos Costa e Luiz Meiches anexadas ao processo?
Cada vez que iam para o Maranhão eles diziam que iam para a Terra
Santa. O Meiches conversava com o senhor Edinho (Edison Lobão Filho,
ex-senador), filho do ministro. No relato dele, eles conversavam no
helicóptero do filho do senador, o Edinho. O ministro é uma vítima desse
grupo ou é preciso investigar? Sofri ameaça por escrito do Marcos
Costa. Ele escreveu que o “Tio” tinha 50% da empresa; as consequências
de eu denunciar seriam catastróficas. Na carta, o Costa disse que o
escritório Freitas Leite sabe quem é o “Tio”. Os investigadores precisam
perguntar a ele quem é esse “Tio”.
O advogado do Lobão disse que isso é briga de quadrilha… Após
denunciar à Polícia Federal o esquema na Diamond, encontrei cocaína no
meu carro. É realmente uma coisa de quadrilha. Se o senhor Lobão não é
sócio da empresa, existe um “Tio” que é dono de 50%. O que o senhor
espera do Supremo Tribunal Federal? Acho muito importante que ouçam o
ministro, que investiguem. Se o ministro for sócio da empresa, que
investiguem mais ainda. Se não for, que tomem as medidas contra aqueles
que estão usando o nome do ministro




