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T decidiu
arrastar para a arena política em que se converteu a CPI da Petrobras o
Instituto FHC, criado por Fernando Henrique Cardoso depois que deixou a
Presidência da República. O petismo deseja saber quais são as fontes de
financiamento da entidade. A curiosidade é uma reação à convocação do
presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, para depor na CPI.
Levado a
voto pelo presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), o pedido de convocação de
Okamoto foi aprovado depois da revelação de que a Camargo Corrêa, enrolada no
escândalo da Petrobras, repassou R$
3 milhões ao Instituto Lula e R$ 1,5 milhão à empresa LILS (iniciais de Lula
Inácio Lula da Silva).
Isolado na CPI, o petismo farejou
na novidade uma manobra do PMDB de Eduardo Cunha com o tucanato para atingir
Lula. E decidiu atirar para o alto, fazendo mira em FHC. Faz isso não pelo
interesse genuíno de investigar, mas para demonstrar ao PSDB que a tentativa de
envolvimento de Lula pode não ser um bom negócio.
A
Fundação FHC informa em seu site que “conta com o apoio
de empresas e pessoas que compartilham dos seus valores e acreditam na sua
missão.” Acrescenta que “as doações são feitas para um fundo de manutenção da
instituição. Cada projeto é desenvolvido com financiamentos específicos.”
Quem estiver interessado em
investigação de verdade deve prestar atenção à força-tarefa da Operação Lava
Jato, não à CPI. É em Curitiba, não em Brasília, que a Camargo Corrêa e Paulo
Okamoto, lugar-tenente de Lula, terão de dar explicações à PF e à Procuradoria
sobre suas relações monetárias.




