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Se o Maranhão estivesse em marcha à ré, o destino seria os braços da Família Sarney







Sarney volta a insistir na tecla de que o Maranhão encontra-se em marcha à ré. A insistência precisa ser analisada.
Em primeiro lugar, só se pode dizer que no presente decaímos em comparação com o passado. Então, faz-se necessário o cotejo do presente com o passado, passado no qual Sarney e seu grupo estão inseridos.
O grupo Sarney esteve no poder por 49 anos. Quando, nesses anos, estivemos entre os cinco Estados mais desenvolvidos do Brasil? Ao perder o poder, esse grupo deixou-nos como legado o quê?
Aí estão duas perguntas básicas (elas poderiam facilmente ser ampliadas, mas ultrapassariam os limites deste espaço). Elas certamente jogam luz sobre as afirmações de Sarney.
O Maranhão amargou, nesses 49 anos, os piores índices sociais do país. Segue a amargar, diga-se de lado. Fruto da total falta de compromisso com o Estado. Nesses 49 anos, Sarney ocupou os cargos mais importantes e influentes da República, chegando à Presidência da República. E nada, absolutamente nada, mudou.
Basta uma rápida passagem por três ou quatro municípios maranhenses, escolhidos aleatoriamente, para perceber o que a ausência de um projeto para um Estado é capaz de causar. O maranhense mora mal, veste-se lastimavelmente e come pior. A educação não preenche os requisitos básicos, professores e estudantes são, via de regra, analfabetos funcionais (basta dar uma voltinha pela tais redes sociais para entender o que digo).
O Maranhão não é vítima da seca que destrói grande parte dos estados nordestinos. No entanto, praticamente não produzimos um quilo de feijão para pelo menos uso interno. Basta comparar com o vizinho Ceará, antigamente celeiro de retirantes. O Ceará não é nenhuma Brastemp, é verdade, mas perto do Maranhão é muito, uma vez que sequer somos uma geladeira a querosene.
Temos um porto espetacular. No entanto, não temos indústrias. Nosso comércio é incipiente e existe sem contar com projetos de desenvolvimento para o Estado.
A nossa miséria é hoje aferida pelo Bolsa Família. Somos os campeões nacionais de beneficiados pelo programa.
Bem, eis o Maranhão do passado e o legado do grupo chefiado por Sarney.
Como falar em marcha à ré? Qualquer retrocesso significaria a morte, o fim. Nem o pior dos governantes conseguiria esse feito. Não há como retroceder, porque a volta seria cair no vazio social.
Sarney certamente conhece o ditado que reza: não se fala de corda em casa de enforcado. Mas talvez não o tenha entendido. Ou não escreveria que o Maranhão está em marcha à ré

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