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Defesa de Edison Lobão estuda processar sócio da Diamond



Defesa de Edison Lobão estuda processar sócio da Diamond

Documentos anexados a pedido de inquérito indicam que ex-ministro teria 50% de participação de um fundo nas Ilhas Cayman gerido pelo grupo
ANDREZA MATAIS E TALITA FERNANDES - O ESTADO DE S. PAULO

Brasília - A defesa do ex-ministro e senador Edison Lobão (PMDB-MA) estuda entrar com processo contra o sócio da Diamond Mountain Capital Group Marcos Henrique Marques Costa. Documentos anexados ao pedido de abertura de inquérito encaminhado pela Justiça Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que o empresário citava o nome do ex-ministro em emails enviados a funcionários da empresa. Numa das mensagens, Costa afirmou que teria uma reunião em Brasília e frisou que Lobão pediu para que ele fosse sozinho. Em outras mensagens Costa menciona o ministro com os codinomes “Big Wolf” e “Tio”. 

O Estado revelou que um ex-dirigente da Diamond contou em depoimento à PF que Costa e Luiz Meiches, outro sócio da Diamond, lhe diziam abertamente que o ex-ministro tinha 50% de participação de um fundo nas Ilhas Cayman, conhecido paraíso fiscal, gerido pela Diamond. A holding esta registrada em Cayman no PO Box 1234, na 53RD E Street, Urbanizacion Marbella MMG Tower, 16TH Floor- Grand Cayman, KY. 

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou ao Estado que irá encaminhar ao STF na próxima semana a defesa escrita do senador na qual irá sustentar que ele não tem qualquer participação na Diamond e que seu nome foi usado indevidamente e sem seu conhecimento. O ministro Luís Roberto Barroso deu prazo de 20 dias a partir da última segunda para que o ex-ministro se manifeste antes de decidir sobre eventual abertura de inquérito. Os ex-sócios já são investigados em outro inquérito na Justiça Federal de São Paulo. 

Kakay afirmou que o senador já foi questionado sobre a Diamond no depoimento que prestou na semana passada à Polícia Federal sobre suposto envolvimento com o esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. “O depoimento dele foi 15% Lava Jato e o restante sobre a Diamond. Se fosse só sobre o inquérito da Lava Jato teria durado uns 15 minutos porque não tem o que perguntar. A denúncia é fraca. Acho que é errado perguntarem de outras coisas, mas não me opus. Quiseram saber quem são essas pessoas da Diamond, quantas audiências tiveram com ele no ministério.”

Na Lava Jato, Lobão é investigado porque teria pedido dinheiro para o doleiro Alberto Youssef para a campanha de Roseana Sarney ao governo do Maranhão. “O ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa disse isso na delação premiada, mas o Youssef negou”, disse Kakay. 

Na última semana, o ex-senador Lobão Filho disse ao “Estado” que foi ele quem apresentou ao pai os sócios da Diamond a pedido do advogado Marcio Coutinho, do Maranhão. Coutinho foi apresentado a ex-funcionários da Diamond como o representante do ex-ministro na empresa. A banca dele chegou a ter uma filial do escritório no Maranhão em São Paulo no mesmo prédio da Diamond. A assessoria da Diamond tem afirmado que o senador não tem participação na empresa e nega qualquer relação dos sócios com Lobão e seu filho

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