E AGORA RICARDO MURAD???

Ofício da gerenciadora do BNDES desmente Ricardo Murad sobre pagamento de hospital fantasma.
O pagamento de R$ 4,8 milhões para a
empresa Ires Engenharia Comércio e Representações Ltda para construção
do Hospital de Rosário não teve autorização do BNDES.
O repasse foi realizado na gestão do
ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad. Um hospital com 50 leitos deveria
ter sido entregue em maio deste ano, mas no local inexiste a obra. Há
apenas um terreno com tapume.
O caso veio à tona após denúncia revelada pelo jornal O Imparcial
na última terça-feira. Em sua defesa, Ricardo Murad afirmou que o
pagamento foi aprovado pelo BNDES e que a obra foi paralisada pelo
governo atual. Ele nega qualquer indício de superfaturamento. A
reportagem, porém, teve acesso a documento que contesta a versão do
ex-secretário.
A Cobrape, gerenciadora do BNDES, enviou
ofício no dia 24 de outubro de 2014, alertando a Secretaria de Estado
da Saúde (SES) que o pagamento não tinha aprovação do BNDES. Apesar da
advertência formal, o ex-secretário Ricardo Murad pagou os R$ 4,8
milhões pela obra.
Auditoria realizada este ano pela Força
Estadual de Transparência e Controle (Fetracon), ligada a Secretaria
Estadual de Transparência do atual governo, constatou, porém, a execução
de apenas R$ 519 mil, causando prejuízo ao erário no valor de R$ 4,2
milhões.
De acordo com o levantamento feito pela
Fetracon, a obra está parada desde a gestão passada. O canteiro de obras
foi abandonado em setembro de 2014 pela empresa Ires Engenharia
Comércio e Representações Ltda. Mesmo com os vários problemas e sem a
aprovação do BNDES, a empresa recebeu o pagamento de R$ 4,8 milhões.
Segundo a Transparência, o pagamento
milionário poderia ter sido barrado pela Secretaria de Saúde. Na gestão
do ex-secretário Ricardo Murad foi feito um contrato de R$ 70 milhões
com a empresa Proenge Engenharia e Projetos Ltda para elaboração de
projetos e fiscalização das obras. Diante da não execução dos serviços, a
Proenge deveria ter negado o pagamento, mas o pagamento foi realizado
pela SES.




