Elisabeth Castelo
Branco usou um instituto pertencente a ex-namorada do filho para receber
mensalidades de cursos oferecidos para professores sindicalizados
A presidente do Sindicato dos Professores de São Luís (Sindeducação),
professora Elisabeth Castelo Branco, é acusada de usar o Instituto
Educacional Reara, em Anajatuba, de propriedade da ex-namorada do seu
filho, Vinícius Ribeiro Castelo Branco, como seu especie de
laranja em recebimento de mensalidades de alunos do cursos oferecidos
para professores sindicalizados. A informação é do Blog do Caio Hostílio. Blog do Caio Hostílio Máfia
Cópia da nota fiscal que gerou o processo na 9ª Vara Civil do Trabalho e
pode colocar a presidente do Sindeducação atrás das grades
A denúncia teria partido da administradora do Instituto Universitário
Atlântico Ltda, Fabrícia Roberta, que é responsável por oferecer
pós-graduação, em mestrado e dourado, em 23 instituições de ensino
superior portuguesas.
Como a prática é considerada ilegal, já que o fato caracteriza
apropriação indébita e sugere improbidade administrativa por parte do
sindicato e da presidente, de acordo com o artigo 168 a 170 do Código
Penal Brasileiro (CPB), Elisabeth Castelo Branco e outros envolvidos na
fraude podem pegar, se condenados, de um a quatro anos de cadeia, além
de pagamento de multa.
A fraude
Fabrícia constatou a ilegalidade quando percebeu que Lídia Reara,
proprietária do Instituto Reara, se apropriou de R$ 263 mil reais, que
deveriam ter sido repassados ao Instituto Atlântico.
Após emissão da nota fiscal no valor mencionado, foi aberto um
processo, de n.º 25360/2015, que corre na 9ª Vara Civil do Trabalho, sob
a tutela do juiz Raimundo Morais Bogea. Um representante do Instituto
Reara tentou justificar a ausência do repasse afirmando que o valor foi
utilizado para pagar impostos.
Cópias do Inquérito Policial mostram também que, durante depoimento, o
filho da presidente do Sindeducação e sua ex-namorada relatam de forma
clara como funcionou toda a armação para se apropriar dos recursos e até
mesmo do curso oferecido pelo Instituto Atlântico.
Mais maracutaias
Fabrícia conta ainda que Elisabeth Castelo Branco ainda tentou se
apropriar do curso de pós-graduação, junto as universidades portuguesas,
para não pagar recursos ao Instituto Atlântico. Outra acusação é de que
a presidente usou verbas do sindicato para custear as despesas de dois
representantes em uma visita as universidades parceiras em Portugal,
como costa nos recibos, em nome de Lídia Maria Araújo e Vera Lúcia
Menezes.
“A presidente do Sindeducação foi convidada para visitar as
universidades portuguesas parceiras, isso com todas as despesas pagas,
mas ele preferiu mandar duas pessoas que não são servidoras para irem a
Portugal, isso com recursos do sindicato, coisa que caracteriza
improbidade”, disse Fabrícia Roberta.