POR: WILLIAN REDONDO
PUBLICADO EM 02 DE SETEMBRO 2019

O
procurador Deltan Dallagnol se reuniu a portas fechadas com empresários, dentro
do Ministério Público Federal, com a finalidade de captar recursos para um
instituto que supostamente combate a corrupção. A revelação é da Agência
Pública, nova parceira do site Intercept. Segundo a Pública, uma empresária que
foi “investidora anjo” da organização: a advogada Patrícia Tendrich Pires
Coelho seria depois investigada pela Lava Jato, mas não foi denunciada pela
operação. A reportagem afirma que Deltan sabia que a empresa de Patrícia, a Asgaard
Navegação S. A., fornecia navios para a Petrobras e tinha conhecimento de sua
proximidade com o empresário Eike Batista e Tanto Esteves quanto Eike eram
alvos da força-tarefa coordenada por Deltan Dallagnol, entretanto, ressalta a
Pública, o procurador não só aceitou a sua ajuda financeira como fez a ponte da
empresária com os membros oficiais do instituto e se reuniu com ela para tratar
da doação. O Instituto Mude – Chega de Corrupção — foi criado para promover,
além da própria operação, as dez medidas de combate à corrupção e suas opiniões
políticas. A ONG funcionava com endereço na igreja que Deltan frequenta em
Curitiba.



