IDAC atuava com mesmo ‘modus operandi’ das empresas contratadas por Ricardo Murad


Segundo a PF, Ricardo Murad chegou a usar o IDAC para licitações do atual governo…
O Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania (IDAC) acusado pela Polícia Federal de ter desviado cerca de R$ 18 milhões em recursos públicos destinados à saúde pública do Maranhão atuava com o mesmo “modus operandi” usado pela Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Bem Viver e pela Organização Social (OS) Instituto Cidadania e Natureza (ICN), ambas contratadas pelo ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, durante o último governo Roseana Sarney (PMDB), em esquema que desviou um total de R$ 36 milhões do Fundo Nacional de Saúde destinado ao SUS do Maranhão.
As revelações são da juíza federal que comanda no judiciário as investigações da Operação Sermão aos Peixes no Maranhão. Desde 2015 Murad é investigado pela PF e é apontado como o chefe da organização criminosa que subtraiu R$ 1,2 bilhão da saúde pública estadual.
Inquérito da PF concluiu que mais de R$ 200 mil em recursos federais destinados à Saúde do estado foram parar em campanhas eleitorais de aliados do ex-secretário. De acordo a PF, o esquema beneficiou não só aliados, mas também a mulher de Murad, a ex-prefeita de Coroatá, Maria Teresa Trovão Murad, que recebeu R$ 186 mil.
Após a deflagração da 4ª fase da Operação, cinco pessoas ligadas ao IDAC foram presas. A polícia conseguiu apreender com um dos presos e funcionário do instituto, R$ 71 mil.
O atual secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, informou que o contrato com o IDAC foi rescindido no último dia 5, logo após a constatação das irregularidades. Carlos Lula disse ainda, que o IDAC era contratado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) desde 2013, durante a gestão de Ricardo Murad e penúltimo ano do governo Roseana.
Atrapalhando licitações
Segundo a PF, Ricardo Murad chegou a usar o IDAC para licitações do atual governo. De acordo com as investigações, Murad mobilizou estrutura com o fim de impugnar licitação da SES e usou ação popular encabeçada pela sua filha, a deputada estadual Andrea Murad (PMDB), para tentar refutar a validade da licitação no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
As investigações da quarta fase da Operação Sermão aos Peixes estão apenas no início. Ricardo Murad – que estranhamente desistiu de lançar candidatura em 2018 na mesma semana que foi deflagrada a Operação – está na mira da Polícia Federal e pode ser um dos próximos alvos da Sermão aos Peixes.
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